agora divulgo meus poemas
nos banheiros publicos.
ir à luar
quinta-feira, 8 de março de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
A Revolução - rascunho 1
Primeiro, quero quebrar o gelo que existe com a palavra “Revolução”, causa do produto midiático que se criou em torno dessa imagem do revoltado, do exaltado. Acabar com a seqüela que sofreu seu significado, a dúvida de suas intenções e a integridade de seu uso.
Não quero de maneira alguma soar pretensioso, e este texto talvez pareça isso. Mas quero lembrar ao leitor que minha intenção é falar de maneira clara e calma de algo que existe. Não quero puxar onda pra mim mesmo, prometo isso.
“Revolução” é nada menos do que a mudança de uma forma de operar o mundo, as pessoas, o ecossistema. É uma mudança de valores de funcionamento da vida. Sabe-se que a natureza está em constante transformação. “Nada se cria, nada se destrói, tudo se transforma” (Lavoisier). Então, nessa dinâmica dos átomos e dos astros, podemos entender a dinâmica social humana. Isso acontece com o produto cultural, que enquanto nascer gente estará em constante mudança. A crença da imutabilidade precisa ser quebrada.
É bem simples: “Nada é permanente, exceto as mudanças”, disse Heráclito. Darwin provou a constante evolução e transformação das espécies, mutações. O universo está em constante expansão, beirando entre o nascimento e a destruição, entre o nada e coisa alguma, passando, sempre caminhando. Galeano quando perguntado sobre a utopia, citou seu amigo que explicou: A utopia é como o horizonte, pegue o barco e siga o horizonte, quando tiver percorrida uma grande distância, haverá outro horizonte, e assim, continua a busca. A utopia serve para fazer o homem continuar andando, neste processo histórico. Podemos facilmente perceber essa caminhada sempre em torno de um horizonte, que leva às constantes transformações no modo de operar a sociedade. Mas então, qual a utopia? O que sempre moveu o coração do homem? O que foi prometido desde o início? Qual A promessa que gerou confiança entre homens, e a desilusão diversas vezes? Citando a letra de Preto Vermelho, do Dazaranha:
“Arroz, feijão e casa pra morar”. Liberdade!
“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta”. Desde os primórdios!
Respeito a liberdade individual, levando sempre em conta o respeito ao próximo. Respeito ao meio em que se vive. Essas são coisas básicas que já estão foram aprendidas pela cultura popular, não é novidade, não é nenhum mistério e nenhum segredo. É um sonho humano alimentado durante tanto tempo, então é muita audácia sua achar que a sua geração está perdida e não há nada que possa ser feito. Todas as gerações contribuíram com degraus para se chegar à utopia, e nossa parte tem que ser feita. A história existe para aprendermos com os erros.
Agora, se estes ideais estão tão claros na consciência contemporânea, por que diabos eu continuo observando o contrário prevalecendo? Pelos séculos e através do globo, e nos dia de hoje, através da vista da minha janela:
Um shopping, símbolo máximo da sociedade dominada pelo consumo. Que botou sua felicidade numa TV super moderna, e sua liberdade num carro mais veloz. Agora segue o povo para conseguir arcar com um estilo de vida que lhes foi imposto. Pagando a prestações, assinando cheques, adquirindo dívidas. Olhando as vitrines do que não podem pagar. Sentindo-se mal com isso. Um shopping construído em cima do mangue.
O mangue é berçário natural para diversas espécies, um local para reprodução e desenvolvimento dos recém-nascidos. Mais acima, atrás do shopping monumental, casebres de madeira, em áreas de risco, com o teto quebrado e dez crianças enfiadas lá dentro. Todas aquelas favelas que, nos morros, encontram um camarote para nossa ilusão burguesa.
Agora, não fiquemos cheio de dedos com palavras como “Revolução” e “Sistema”. Não deixe um discurso revolucionário anti-sistema ser derrubado pela futilidade (e piada) que virou afirmações como “foda-se o sistema”. Não deixe o clichê distraí-lo que no fim das contas, o “sistema” tem que se foder mesmo. E te desafio a discordar de mim. Com todas as desgraças humanas que todos nós conhecemos, todas as manipulações da mídia (que ficam claras com eventos como o massacre em Pinheirinho, que não foi televisionado a fim de não prejudicar a imagem dos envolvidos), eu realmente desafio-te a provar que o sistema vigente é está operando com total funcionamento, e é o único viável. Novamente, temos o mito da imutabilidade. A crença religiosa que temos nos líderes mundiais. A crença cega e tola. “Sistema” é como opera o poder, e “revolução” é um processo natural (e, ressaltando: importante) que ocorre nas condições certas. Analisando acontecimentos passados, podemos notar como os grandes movimentos de massas ocorreram com uma sensibilização. O ser humano quando fica sensibilizado, torna-se disposto a mudar. Roma também prosperou, sabe, e também caiu, entende?
Demorou, mas eventualmente as condições a que muitos eram submetidos tinha que vir à tona. No fim das contas, a dignidade humana é uma realidade. Novamente, o mito da imutabilidade, a crença religiosa de que o modo como opera o mundo é o único viável. O sistema vira o inquestionável dono da verdade, assim como foi feito durante a época medieval, com a religião. O dinheiro, de fato, tornou-se onipresente nas relações humanas, e controla tudo. Mas tudo isso porque é uma convenção. Não é real, não se come dinheiro, nem se cura doença com dinheiro. Um belo dia, todo mundo concordou que aquele pedaço de papel valeria alguma coisa.
"Forças reacionárias" é o termo usado para designar o status quo, que tentam manter a ordem de um sistema que os beneficia. Uma reação (força revolucionária) pode se tornar força reacionária. Os burgueses acabaram com o absolutismo, mas hoje em dia comandam o mundo em prol do interesse de poucos, usando o dinheiro como controle absoluto nas relações humanas.
Por favor, não fiquem cheio de dedos com palavras como "revolução".
Eu não sou um adolescente revoltado, nem um universitário utópico, ou um futuro adulto frustrado. A mente revolucionária não pode ser vista como produto midiático. Parece que conseguiram, principalmente atualmente, convencer que esse tipo de pensamento é uma exaltação, algo que não pode ser levado a sério, quase como um delírio. Somos levados a acreditar que o simples ato de querer um mundo melhor é um grande delírio: Os ouvidos começam a se fechar quando o assunto chega às vias de fato, quando o papo é reto.
O movimento hippie, o movimento punk, todos acabam sendo descredibilizados por serem tratados como mero fenômeno de moda, de tendências, e não uma afronta séria a valores da sociedade. Valores que vem sendo passados, clandestinamente ou não, através do passar dos anos.
De fato, fomos dominados pela cultura do blasé. Em que não se importar com absolutamente nada representa superioridade. Fomos ensinados, parece, a esquecer sentimentos como a raiva descontrolada, ou paixão comovente. Ninguém quer falar alto, ninguém quer ser notado. Expressar interesse demais parece tolo e juvenil demais. No fim das contas, dá pra observar que rola um sentimento perene de derrota, ou de impotência. Conformismo. Aí começa a acontecer esse tipo de coisa: Dramas pessoais, milhões deles, viram estatística. Preto pobre favelado é cultural. Mendigo é cultural. Estas coisas que claramente denunciam as falhas no modus operandi de um sistema, se tornam parte do cotidiano e novamente, da crença religiosa, na fé que se tem no dinheiro como valor absoluto, tornando todo favelado criminoso, e todo mendigo um caso perdido. Quase como o sistema de castas na índia, o mendigo já nasceu mendigo e vai morrer mendigo. Simplesmente porque é assim que as coisas são. É assim que elas devem ser?
Já não observamos diversas vezes movimentos de revoltas, das pessoas contra o poder estabelecido?
Vitórias? Ok, talvez não totais. Mas um caminho foi trilhado. Sim, foi: Porque eu posso estar aqui falando isso, com base em tantas pessoas que falaram o mesmo.
Se a humanidade sempre caminhou em direção a alguma coisa, nós com certeza ainda não as alcançamos. E agora? O que diabos fazer? Bom, nada resta, exceto:
A revolução.
Então: seguindo a lógico do processo histórico, do sonho humano, da construção de degraus para se chegar num pódio que talvez sequer exista, temos de olhar para o passado e aprender. Passamos por muito já. Realmente, as gerações passadas fizeram grandes esforços para a construção de um mundo melhor. Mas muita coisa já mudou, os valores, a tecnologia, a ciência, a comunicação, o entendimento da vida, ou o desentendimento da mesma. Acredito que talvez a época das grandes movimentações, e tomadas do estado com armas já tenha passado. Ou talvez não seja a hora ainda. O que observamos, é uma precipitação do pensamento revolucionário, que muitas vezes acaba tendo seu real sentido deturpado em meio às confusões que incluem o processo de mudança de governo. A revolução vai mais além de quem está no comando ou não está. A revolução tem a ver com a consciência. Mudança de valores. De caráter.
O anonymous já iniciou esta operação, na verdade. Eu só realmente gostaria de ressaltar. A fase 1 do plano anonymous consiste em educação, e compartilhamento de informações.
“Eduque-se sobre o sistema, os mecanismos que inibem a liberdade assim como aqueles que motivam as massas a aceitar inconscientemente a desistência dela. As estruturas no sistema que promovem divisão entre as nações do mundo que as ferem com injustiças.”
Acho que essa é a militância dos dias de hoje, embora pacífica e aparentemente (até certo ponto) conformada, é o que podemos (e devemos fazer) por agora. Mas é claro que temos que perceber algumas coisas: Estes ideais têm que ser compartilhados, tem que ser trocados. Não tenha vergonha de lutar por alguma coisa que acredita. Duas citações ajudam a ilustrar minha idéia.
"Eu aprendi pela dor uma lição suprema: conservar minha raiva
e assim como calor conservado é transformado em energia,
a raiva controlada pode se transformar em uma força que pode
mudar o mundo."
Mahatma Gandhi
Você provavelmente sobre o mal que atormenta a humanidade em sua época. Você não é cego e consegue perceber que certas coisas não estão certas. Acorde, isso é a realidade. Fique irritado, perceba porque você tem todo o direito de ficar furioso. Depois, continue se informando sobre os males e as jogadas que o poder faz com a humanidade. Observe seus líderes. Esse é um conselho que recebi do anonymous: Observe seus líderes. Veja o que eles fazem e como jogam as peças. Informe-se. Nós fomos ensinados a guardar esse tipo de raiva para nós mesmos, fomos ensinados a não dar crédito a pensamentos que sejam contrários à ordem. Não tenha vergonha, fale sobre isso. Fale mais alto sobre isso, para todos ouvirem.
"a tarefa suprema é de organizar e unir pessoas
para que a raiva delas se torne uma força transformadora"
Dr. Martin Luther King Jr.
Partilhe. Partilhe o conhecimento com quem conhece. Somos todos seres-humanos e acho que todos podem arranjar um pouco do seu tempo para se informar sobre algo relevante. Aproveite a internet, não compartilhe apenas besteira. Não tenha vergonha de lutar por uma causa que é justa. Precisa-se de comunicação. Idéias precisam ser trocadas. Temos que olhar mais no olho do outro e dizer o que realmente pensamos.
Não quero de maneira alguma soar pretensioso, e este texto talvez pareça isso. Mas quero lembrar ao leitor que minha intenção é falar de maneira clara e calma de algo que existe. Não quero puxar onda pra mim mesmo, prometo isso.
“Revolução” é nada menos do que a mudança de uma forma de operar o mundo, as pessoas, o ecossistema. É uma mudança de valores de funcionamento da vida. Sabe-se que a natureza está em constante transformação. “Nada se cria, nada se destrói, tudo se transforma” (Lavoisier). Então, nessa dinâmica dos átomos e dos astros, podemos entender a dinâmica social humana. Isso acontece com o produto cultural, que enquanto nascer gente estará em constante mudança. A crença da imutabilidade precisa ser quebrada.
É bem simples: “Nada é permanente, exceto as mudanças”, disse Heráclito. Darwin provou a constante evolução e transformação das espécies, mutações. O universo está em constante expansão, beirando entre o nascimento e a destruição, entre o nada e coisa alguma, passando, sempre caminhando. Galeano quando perguntado sobre a utopia, citou seu amigo que explicou: A utopia é como o horizonte, pegue o barco e siga o horizonte, quando tiver percorrida uma grande distância, haverá outro horizonte, e assim, continua a busca. A utopia serve para fazer o homem continuar andando, neste processo histórico. Podemos facilmente perceber essa caminhada sempre em torno de um horizonte, que leva às constantes transformações no modo de operar a sociedade. Mas então, qual a utopia? O que sempre moveu o coração do homem? O que foi prometido desde o início? Qual A promessa que gerou confiança entre homens, e a desilusão diversas vezes? Citando a letra de Preto Vermelho, do Dazaranha:
“Arroz, feijão e casa pra morar”. Liberdade!
“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta”. Desde os primórdios!
Respeito a liberdade individual, levando sempre em conta o respeito ao próximo. Respeito ao meio em que se vive. Essas são coisas básicas que já estão foram aprendidas pela cultura popular, não é novidade, não é nenhum mistério e nenhum segredo. É um sonho humano alimentado durante tanto tempo, então é muita audácia sua achar que a sua geração está perdida e não há nada que possa ser feito. Todas as gerações contribuíram com degraus para se chegar à utopia, e nossa parte tem que ser feita. A história existe para aprendermos com os erros.
Agora, se estes ideais estão tão claros na consciência contemporânea, por que diabos eu continuo observando o contrário prevalecendo? Pelos séculos e através do globo, e nos dia de hoje, através da vista da minha janela:
Um shopping, símbolo máximo da sociedade dominada pelo consumo. Que botou sua felicidade numa TV super moderna, e sua liberdade num carro mais veloz. Agora segue o povo para conseguir arcar com um estilo de vida que lhes foi imposto. Pagando a prestações, assinando cheques, adquirindo dívidas. Olhando as vitrines do que não podem pagar. Sentindo-se mal com isso. Um shopping construído em cima do mangue.
O mangue é berçário natural para diversas espécies, um local para reprodução e desenvolvimento dos recém-nascidos. Mais acima, atrás do shopping monumental, casebres de madeira, em áreas de risco, com o teto quebrado e dez crianças enfiadas lá dentro. Todas aquelas favelas que, nos morros, encontram um camarote para nossa ilusão burguesa.
Agora, não fiquemos cheio de dedos com palavras como “Revolução” e “Sistema”. Não deixe um discurso revolucionário anti-sistema ser derrubado pela futilidade (e piada) que virou afirmações como “foda-se o sistema”. Não deixe o clichê distraí-lo que no fim das contas, o “sistema” tem que se foder mesmo. E te desafio a discordar de mim. Com todas as desgraças humanas que todos nós conhecemos, todas as manipulações da mídia (que ficam claras com eventos como o massacre em Pinheirinho, que não foi televisionado a fim de não prejudicar a imagem dos envolvidos), eu realmente desafio-te a provar que o sistema vigente é está operando com total funcionamento, e é o único viável. Novamente, temos o mito da imutabilidade. A crença religiosa que temos nos líderes mundiais. A crença cega e tola. “Sistema” é como opera o poder, e “revolução” é um processo natural (e, ressaltando: importante) que ocorre nas condições certas. Analisando acontecimentos passados, podemos notar como os grandes movimentos de massas ocorreram com uma sensibilização. O ser humano quando fica sensibilizado, torna-se disposto a mudar. Roma também prosperou, sabe, e também caiu, entende?
Demorou, mas eventualmente as condições a que muitos eram submetidos tinha que vir à tona. No fim das contas, a dignidade humana é uma realidade. Novamente, o mito da imutabilidade, a crença religiosa de que o modo como opera o mundo é o único viável. O sistema vira o inquestionável dono da verdade, assim como foi feito durante a época medieval, com a religião. O dinheiro, de fato, tornou-se onipresente nas relações humanas, e controla tudo. Mas tudo isso porque é uma convenção. Não é real, não se come dinheiro, nem se cura doença com dinheiro. Um belo dia, todo mundo concordou que aquele pedaço de papel valeria alguma coisa.
"Forças reacionárias" é o termo usado para designar o status quo, que tentam manter a ordem de um sistema que os beneficia. Uma reação (força revolucionária) pode se tornar força reacionária. Os burgueses acabaram com o absolutismo, mas hoje em dia comandam o mundo em prol do interesse de poucos, usando o dinheiro como controle absoluto nas relações humanas.
Por favor, não fiquem cheio de dedos com palavras como "revolução".
Eu não sou um adolescente revoltado, nem um universitário utópico, ou um futuro adulto frustrado. A mente revolucionária não pode ser vista como produto midiático. Parece que conseguiram, principalmente atualmente, convencer que esse tipo de pensamento é uma exaltação, algo que não pode ser levado a sério, quase como um delírio. Somos levados a acreditar que o simples ato de querer um mundo melhor é um grande delírio: Os ouvidos começam a se fechar quando o assunto chega às vias de fato, quando o papo é reto.
O movimento hippie, o movimento punk, todos acabam sendo descredibilizados por serem tratados como mero fenômeno de moda, de tendências, e não uma afronta séria a valores da sociedade. Valores que vem sendo passados, clandestinamente ou não, através do passar dos anos.
De fato, fomos dominados pela cultura do blasé. Em que não se importar com absolutamente nada representa superioridade. Fomos ensinados, parece, a esquecer sentimentos como a raiva descontrolada, ou paixão comovente. Ninguém quer falar alto, ninguém quer ser notado. Expressar interesse demais parece tolo e juvenil demais. No fim das contas, dá pra observar que rola um sentimento perene de derrota, ou de impotência. Conformismo. Aí começa a acontecer esse tipo de coisa: Dramas pessoais, milhões deles, viram estatística. Preto pobre favelado é cultural. Mendigo é cultural. Estas coisas que claramente denunciam as falhas no modus operandi de um sistema, se tornam parte do cotidiano e novamente, da crença religiosa, na fé que se tem no dinheiro como valor absoluto, tornando todo favelado criminoso, e todo mendigo um caso perdido. Quase como o sistema de castas na índia, o mendigo já nasceu mendigo e vai morrer mendigo. Simplesmente porque é assim que as coisas são. É assim que elas devem ser?
Já não observamos diversas vezes movimentos de revoltas, das pessoas contra o poder estabelecido?
Vitórias? Ok, talvez não totais. Mas um caminho foi trilhado. Sim, foi: Porque eu posso estar aqui falando isso, com base em tantas pessoas que falaram o mesmo.
Se a humanidade sempre caminhou em direção a alguma coisa, nós com certeza ainda não as alcançamos. E agora? O que diabos fazer? Bom, nada resta, exceto:
A revolução.
Então: seguindo a lógico do processo histórico, do sonho humano, da construção de degraus para se chegar num pódio que talvez sequer exista, temos de olhar para o passado e aprender. Passamos por muito já. Realmente, as gerações passadas fizeram grandes esforços para a construção de um mundo melhor. Mas muita coisa já mudou, os valores, a tecnologia, a ciência, a comunicação, o entendimento da vida, ou o desentendimento da mesma. Acredito que talvez a época das grandes movimentações, e tomadas do estado com armas já tenha passado. Ou talvez não seja a hora ainda. O que observamos, é uma precipitação do pensamento revolucionário, que muitas vezes acaba tendo seu real sentido deturpado em meio às confusões que incluem o processo de mudança de governo. A revolução vai mais além de quem está no comando ou não está. A revolução tem a ver com a consciência. Mudança de valores. De caráter.
O anonymous já iniciou esta operação, na verdade. Eu só realmente gostaria de ressaltar. A fase 1 do plano anonymous consiste em educação, e compartilhamento de informações.
“Eduque-se sobre o sistema, os mecanismos que inibem a liberdade assim como aqueles que motivam as massas a aceitar inconscientemente a desistência dela. As estruturas no sistema que promovem divisão entre as nações do mundo que as ferem com injustiças.”
Acho que essa é a militância dos dias de hoje, embora pacífica e aparentemente (até certo ponto) conformada, é o que podemos (e devemos fazer) por agora. Mas é claro que temos que perceber algumas coisas: Estes ideais têm que ser compartilhados, tem que ser trocados. Não tenha vergonha de lutar por alguma coisa que acredita. Duas citações ajudam a ilustrar minha idéia.
"Eu aprendi pela dor uma lição suprema: conservar minha raiva
e assim como calor conservado é transformado em energia,
a raiva controlada pode se transformar em uma força que pode
mudar o mundo."
Mahatma Gandhi
Você provavelmente sobre o mal que atormenta a humanidade em sua época. Você não é cego e consegue perceber que certas coisas não estão certas. Acorde, isso é a realidade. Fique irritado, perceba porque você tem todo o direito de ficar furioso. Depois, continue se informando sobre os males e as jogadas que o poder faz com a humanidade. Observe seus líderes. Esse é um conselho que recebi do anonymous: Observe seus líderes. Veja o que eles fazem e como jogam as peças. Informe-se. Nós fomos ensinados a guardar esse tipo de raiva para nós mesmos, fomos ensinados a não dar crédito a pensamentos que sejam contrários à ordem. Não tenha vergonha, fale sobre isso. Fale mais alto sobre isso, para todos ouvirem.
"a tarefa suprema é de organizar e unir pessoas
para que a raiva delas se torne uma força transformadora"
Dr. Martin Luther King Jr.
Partilhe. Partilhe o conhecimento com quem conhece. Somos todos seres-humanos e acho que todos podem arranjar um pouco do seu tempo para se informar sobre algo relevante. Aproveite a internet, não compartilhe apenas besteira. Não tenha vergonha de lutar por uma causa que é justa. Precisa-se de comunicação. Idéias precisam ser trocadas. Temos que olhar mais no olho do outro e dizer o que realmente pensamos.
domingo, 15 de janeiro de 2012
queria ver você conseguir quebrar minhas pernas
com palavras que mal são proferidas propriamente,
já criam guerra.
Para a paz, realmente não tenho palavra
não devo ter, não ouso e
acho que quem tem algo a dizer sobre a paz
deve ser visto com muita desconfiança.
Enquanto alguém definir a palavra 'liberdade' no dicionário
Ela será utópica.
com palavras que mal são proferidas propriamente,
já criam guerra.
Para a paz, realmente não tenho palavra
não devo ter, não ouso e
acho que quem tem algo a dizer sobre a paz
deve ser visto com muita desconfiança.
Enquanto alguém definir a palavra 'liberdade' no dicionário
Ela será utópica.
Indizível
O gozo máximo que eu gostaria de ter
nem que durante apenas poucos segundos
é ir para todos os lugares que o ser humano já levou
sua consciência, seu estômago e seu coração. Considerando
todas as pessoas que estão vivas agora, e que já estiveram.
Em cada canto do planeta, em cada segundo que pertence à linha do tempo
do ser humano aqui na terra.
Sentir o coração na garganta, O temor
dos soldados que ajudaram a formar impérios (e nem sabiam)
A agonia de todos que foram torturados.
A agonia diária de um camponês
E a luxúria ilusória e maravilhosamente atrativa dos aristocratas.
Sentir a raiva de todos que foram injustiçados,
A ira dos que fizeram a revolução,
a assombração dos que não foram justos,
a coceira dos que ficaram parados.
O êxtase espiritual mais alto já sentido por qualquer um
que tenha pisado neste planeta.
Todas as sequelas que o cérebro humano conseguiu criar.
os bloqueios e angústias. Aquelas incertezas que ninguém teve coragem
de partilhar.
Todos os problemas que falta de comunicação causou
Todas as guerras que causadas porque a linguagem é falha
Toda a adrenalina dos que praticam esporte
Toda a adrenalina de quando o homem ainda tinha que se virar
frente à natureza.
E todo o eterno questionamento, de
Quem somos, de onde viemos, porque estamos aqui, qual nosso propósito
e todas as hipóteses ponderadas, que todo mundo pensou sobre isso,
Durante as cagadas matinais,
e dias de chuva,
e durante o banho. Ou durante o nascer
e por do sol. Mas decidiu deixar quieto, é besteira
Todo o delírio, a insanidade
A loucura dos que cometeram assassinatos em massa
Com as próprias mãos
Ou através de outros meios.
Todas as formas de amor que já foi sentida
Todas as dores de cotovelos
Toda a inveja e birra.
Toda a fome que já foi sentida
Toda a sede.
Toda a carência, toda a fragilidade
Toda a desilusão
E toda fé na humanidade restaurada
Todos os grandes momentos de fraternidade entre homens
De entendimento.
Tudo isso, num segundo e pouco. Só subindo pela
minha coluna até a ponta da cabeça e acendendo uma lampadazinha de clareza.
Incomunicável.
nem que durante apenas poucos segundos
é ir para todos os lugares que o ser humano já levou
sua consciência, seu estômago e seu coração. Considerando
todas as pessoas que estão vivas agora, e que já estiveram.
Em cada canto do planeta, em cada segundo que pertence à linha do tempo
do ser humano aqui na terra.
Sentir o coração na garganta, O temor
dos soldados que ajudaram a formar impérios (e nem sabiam)
A agonia de todos que foram torturados.
A agonia diária de um camponês
E a luxúria ilusória e maravilhosamente atrativa dos aristocratas.
Sentir a raiva de todos que foram injustiçados,
A ira dos que fizeram a revolução,
a assombração dos que não foram justos,
a coceira dos que ficaram parados.
O êxtase espiritual mais alto já sentido por qualquer um
que tenha pisado neste planeta.
Todas as sequelas que o cérebro humano conseguiu criar.
os bloqueios e angústias. Aquelas incertezas que ninguém teve coragem
de partilhar.
Todos os problemas que falta de comunicação causou
Todas as guerras que causadas porque a linguagem é falha
Toda a adrenalina dos que praticam esporte
Toda a adrenalina de quando o homem ainda tinha que se virar
frente à natureza.
E todo o eterno questionamento, de
Quem somos, de onde viemos, porque estamos aqui, qual nosso propósito
e todas as hipóteses ponderadas, que todo mundo pensou sobre isso,
Durante as cagadas matinais,
e dias de chuva,
e durante o banho. Ou durante o nascer
e por do sol. Mas decidiu deixar quieto, é besteira
Todo o delírio, a insanidade
A loucura dos que cometeram assassinatos em massa
Com as próprias mãos
Ou através de outros meios.
Todas as formas de amor que já foi sentida
Todas as dores de cotovelos
Toda a inveja e birra.
Toda a fome que já foi sentida
Toda a sede.
Toda a carência, toda a fragilidade
Toda a desilusão
E toda fé na humanidade restaurada
Todos os grandes momentos de fraternidade entre homens
De entendimento.
Tudo isso, num segundo e pouco. Só subindo pela
minha coluna até a ponta da cabeça e acendendo uma lampadazinha de clareza.
Incomunicável.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Tanta Mulher
Tanta mulher na praia, toda mulher molhada, de maiô
ou pelada.
Tanta mulher no shopping, tão cheirosa e
requintada, cheias de
Frescalhada.
tanta mulher na faculdade, todas
maior de idade.
Mulher em todo lado, todos os diferentes
pecados. Mulher
gordinha não precisa estar sozinha, até as
feinhas: dois tragos e tá no papo.
Eu me mato, se tiver que escolher
Sério, prefiro morrer
Tanta mulher
na rua, pode ser a sua, e
Tanta mulher casada, mas
não dá nada, só saber
Esconder. Mas, tanta
Mulher solteira, é brincadeira,
eu tenho a vida inteira,
terei-as de qualquer maneira.
Tanta mulher.
ou pelada.
Tanta mulher no shopping, tão cheirosa e
requintada, cheias de
Frescalhada.
tanta mulher na faculdade, todas
maior de idade.
Mulher em todo lado, todos os diferentes
pecados. Mulher
gordinha não precisa estar sozinha, até as
feinhas: dois tragos e tá no papo.
Eu me mato, se tiver que escolher
Sério, prefiro morrer
Tanta mulher
na rua, pode ser a sua, e
Tanta mulher casada, mas
não dá nada, só saber
Esconder. Mas, tanta
Mulher solteira, é brincadeira,
eu tenho a vida inteira,
terei-as de qualquer maneira.
Tanta mulher.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
No campo,
Eu estava com um livro do Fernando Pessoa numa mão,
aberto alguma página de Alberto Caeiro,
e metade de um pé de milho na outra
Correndo atrás de um moleque
No meio da plantação de trigo
E talvez eu estivesse me divertindo mais que ele.
aberto alguma página de Alberto Caeiro,
e metade de um pé de milho na outra
Correndo atrás de um moleque
No meio da plantação de trigo
E talvez eu estivesse me divertindo mais que ele.
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